Eventos Feministas

15 agosto 2010

Mulheres Que Amam Demais

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 Muitas mulheres dizem "amar demais", e isso pode mesmo ser muito bom.Desde que ela também seja muito amada.Mas que tipo de parceiro você costuma escolher?E quando o amor vira "doença"?
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A psicóloga e terapeuta familiar Robin Norwood escreveu o livro baseado na sua própria experiência e na experiência de centenas de mulheres envolvidas com dependentes químicos. 

 Ela percebeu um padrão de comportamento comum em todas elas e as chamou de "mulheres que amam demais". No final do livro ela sugere como abrir grupos para tratar da doença de amar e sofrer demais.Isso mesmo:doença!

 Devido às características de identidade de gênero masculino ou feminino, alguns comportamentos compulsivos são mais notáveis em homens e outros em mulheres.

 As mulheres, devido à valorização social de uma identidade feminina "romântica", mostrar-se-ão mais compulsivas quando sexo se associa a amor e paixão, menos genitalizado. Em são Paulo, vislumbrando esta condição criou-se o MADA - Mulheres que Amam Demais

  No Brasil o primeiro Grupo MADA foi aberto em São Paulo, por uma mulher casada com um dependente químico que se identificou com a proposta do livro. A primeira reunião do Grupo MADA - Jardins, em São Paulo, foi realizada em 16 de abril de 1994. Em seguida, no Rio de Janeiro, a primeira reunião aconteceu em 06 de julho de 1999.

CARACTERÍSTICAS DE UMA MULHER QUE AMA DEMAIS
(Robin Norwood)

   1. Vem de um lar desajustado, em que suas necessidades emocionais não foram satisfeitas.
   2. Como não recebeu um mínimo de atenção, tenta suprir essa necessidade insatisfeita através de outra pessoa, tornando-se superatenciosa, principalmente com homens aparentemente carentes.
   3. Como não pode transformar seus pais nas pessoas atenciosas, amáveis e afetuosas de que precisava, reage fortemente ao tipo de homem familiar, porém inacessível, o qual tenta, transformar através de seu amor.
   4. Com medo de ser abandonada, faz qualquer coisa para impedir o fim do relacionamento.
   5. Quase nada é problema, toma muito tempo ou mesmo custa demais, se for para "ajudar" o homem com quem esta envolvida.
   6. Habituada à falta de amor em relacionamentos pessoais, está disposta a ter paciência, esperança, tentando agradar cada vez mais.
   7. Está disposta a arcar com mais de 50% da responsabilidade, da culpa e das falhas em qualquer relacionamento.
   8. Sua auto-estima está criticamente baixa, e no fundo não acredita que mereça ser feliz. Ao contrário, acredita que deve conquistar o direito de desfrutar a vida.
   9. Como experimentou pouca segurança na infância, tem uma necessidade desesperadora de controlar seus homens e seus relacionamentos. Mascara seus esforços para controlar pessoas e situações, mostrando-se "prestativa".
  10. Esta muito mais em contato com o sonho de como o relacionamento poderia ser, do que com a realidade da situação.
  11. Tem tendência psicológica, e com freqüência, bioquímica a se tornar dependente de drogas, álcool e/ou certos tipos de alimento, principalmente doces.
  12. Ao ser atraída por pessoas com problemas que precisam de solução, ou ao se envolver em situações caóticas, incertas e dolorosas emocionalmente, evita concentrar a responsabilidade em si própria.
  13. Tende a ter momentos de depressão, e tenta previní-los através da agitação criada por um relacionamento instável.
  14. Não tem atração por homens gentis, estáveis, seguros e que estão interessados nela. Acha que esses homens "agradáveis" são enfadonhos.

Depoimento de Uma paciente do MADA após iniciar tratamento:

"OS "BONS RAPAZES"
Quando em conversa com o meu terapeuta ele me fez notar que se encontrasse uma boa pessoa não lhe ligava nenhuma fiquei de boca aberta. Mas é verdade! Nunca via as boas pessoas, mulheres ou homens, potencialmente carinhosas, meigas ... essas eram invisíveis para mim. Num grupo de mil pessoas dirigia a minha atenção invariavelmente para um dos “piores”, o mais egoísta, o que já teve e tem problemas de algum tipo. Os bons tipos nem os via, passavam-me ao lado, não os procurava e nem tinha vontade de falar com eles. Se visse alguém com um ar bem disposto, satisfeito, de bem com a vida nunca iria falar com essa pessoa, muito pelo contrário ... apercebendo-me deste padrão comecei a tomar atenção às pessoas que me atraiam e às que me eram invisíveis. E têm sido incríveis os esforços que tenho feito para reverte-lo. Agora apercebo-me quando um dos “maus” me atrai, mas a verdade é que ainda continua a atrair ... “Quando o príncipe encantado aparecer é provável que eu esteja no charco a beijar sapos.”Mas estou mais aberta a outro tipo de pessoas e já conheci homens e mulheres de um novo tipo muito mais positivo e honesto. Espero continuar com atenção a este padrão para que um dia o consiga reverter de vez. Que esta vela ilumine o meu caminho!"
 No MADA, eles utilizam o método de espelho, e não de aconselhamento, e têm se mostrado útil. Se for do seu interesse, acesse o site do grupo, e conheça os doze passos.
http://www.grupomada.com.br/
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6 características inadmissíveis em um homem (maitena)
rsrs...



Um abraço!


      

4 Leitor@s:

R.F. disse...

Ótimo tema!

Estou retribuindo a visita e vou passar a segui-la!

Grande beijo!

RFPostando.

Jackie Freitas disse...

Natacha,
Quando leio isso, penso logo naquela personagem Heloísa de Mulheres Apaixonadas que levou o seu casamento ao fracasso justamente por não conseguir dominar o sentimento doentio e de posse que ela tinha sobre o marido. A insegurança é uma grande inimiga para as mulheres que sofrem dessa doença. Elas não conseguem imaginar seu mundo sem ser extensão do parceiro. Muito triste e vemos muitas delas por aí, que não se assumem doentes e tampouco necessitadas de ajuda profissional.
Muito bom o seu post!
Grande beijo,
Jackie

Daniela Figueiredo disse...

Natacha, li sobre o MADA quando comprei aquele livro da Marília Gabriela, "Eu que amo tanto", com depoimentos de mulheres que amam demais (e se amam de menos). É importante a mulher ter consciência de que o amor que ela sente muitas vezes nem é amor, e sim uma dependência emocional. Amar nos faz bem, não nos traz problemas, nos faz sentir felicidade. Se é para nos colocar para baixo, então é de se questionar sobre a maneira que amamos e se realmente é amor.
Um ótimo tema, esse assunto rende. Beijos.

Natacha Domingues disse...

E o que eu vejo de mulheres com uma autoimagem depreciativa, procurando no homem o que não consegue encontrar em si mesma, não é brincadeira!
Acho também que tem a ver com a educação que recebemos, embora tenha casos que sejam patológicos, e aí ficou registrada a dica para quem precisa saber por onde começar.
Obrigada pelos comentários, beijo!

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