Eventos Feministas

01 agosto 2010

♕Com que máscara eu vou... ao samba que você me convidou?

 Acredito que tudo na vida seja resultado de nossas escolhas.


  Os papéis sociais  falam de como você escolhe, ou deseja se mostrar ao mundo.

  Assim, você escolhe um lugar dentro de uma comunidade, naquele grupo que mais tem a ver com o que você deseja para sua vida.

E é preciso nos adaptarmos.

 A psicologia Analítica criada por Carl Jung no século XX entende que a personalidade se organiza dentro de vários aspectos, sendo um deles a persona.

 A persona é a máscara que utilizamos, já que necessitamos de aceitação no nosso grupo social (amigos, religião, família...)

 São os valores iniciais e expressões de comportamento aprendidas desde a infância, para convivermos com as pessoas e suas diferentes cabeças.

 Logo, não há quem nã seja um mascarado!o

 O termo persona é retirado do teatro grego, que por volta do século V a.C, utilizava máscaras em alusão aos dois principais gêneros da época: a tragédia (com temas referentes 'a natureza humana, e sobre o domínio dos deuses sobre o destino dos homens), e a comédia, como um instrumento de crítica 'a política e sociedade de Atenas.

Durante o espetáculo, os atores trocavam de máscaras inúmeras vezes,e cada uma delas representava uma emoção, com o intuito de não revelar para a plateia, a real identidade dos atores.

  A utilização psicológica das personas podem ser resumidas da seguinte forma: 
 Pensemos em uma  lésbica, que tenha uma família rigorosa e preconceituosa. Além disso, ela estuda e  trabalha. E adora sair 'a noite para baladas gays. Então...

 Ela acorda pela manhã,e no trabalho "incorpora" a profissional discreta e responsável. Na sua classe,é uma estudante esforçada e participativa. Encontrando seus pais, ela pode não demonstrar nenhum trejeito que revele sua homossexualidade.Ainda, pode "se jogar" na balada com seus amigos dando  "toda a pinta",paquerando todas as meninas que encontra na sua frente.


  Por detrás de toda máscara há um ser humano tentando sobreviver em seu meio.

  Mas...Ao admitir que cumpre-nos apenas viver conforme a sociedade já bem o definiu, cada qual desempenhando seus papéis sociais como o de filha, esposa, mãe, trabalhadora etc, permanecemos presas, impedindo um  maior desenvolvimento.

 Não percebemos que cada papel carrega em si o próprio limite de atuação.


  Se por um lado ganhamos, ao identificar, aprender e ensinar à descendência como se deve viver, para que não se sujeitem à sorte, em contrapartida, perdemos o espaço à criação de performances alternativas, e desta forma reduzimos as chances de desenvolver a autonomia crítica, visto pouco questionarmos se os papéis que desempenhamos socialmente são a única maneira de viver e interagir.Será que são?

Há o poder que prende e o que liberta.
 Podemos crescer em outro papel, nos libertando da ideia prisioneira de limitação. 
 "Esperto" é escolher uma nova máscara ou melhorar o desempenho das que já usamos.
 Então...Apropriem-se do poder que há em cada papel. 
 Máscaras sociais que antes pareciam impossíveis de nos pertencer estão mais próximas do que podemos supor.


 E você...Qual a máscara que pretende usar agora?

 Abraço!
 

1 Leitor@s:

http://doquequiserfalar.blogspot.com/ disse...

Hoje acho que a máscara de menina tranquila em casa, mas tarde talvez porra louca na rua... Quem sabe?

Parabéns gúria, seu blog é muito interessante, e você escreve muito bem, invista em divulgação que isso aqui tem tudo pra bombar, o nome tá perfeito, tô te seguindo e mais, tô te linkando no meu blog, pra que meus seguidores te leiam também.

Mais uma vez parabéns.
Positividade
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